Numa Boston tediosa(?), USA, no transcorrer de célebre maratona
espocaram umas
bombas tônicas ( ou atônicas!, não-atômicas, nem dando a tônica da fé em
fezes de representação teatral, mas que se fantasiou nessa exigência de
exegese exigida, esgrimida e exibida dos exegetas do terrorismo,
denominação ou nomenclatura científica-política dos demônios filhos de
um
tempo não-medievo, mas midiático, o que dá no mesmo arrastar da fala
fala dos bárbaros godos gordos e seu bar-bar de barítono
mambembe).Bombas essas que vitimaram de morte três ou mais
inocentes e deixaram muitos feridos. Lamentável!, sem avo de ironia!,
pois
quando se trata de gente destruída ou machucadas é triste assistir de
camarote pela televisão, a tragédia que, na realidade, não tem
beleza ou poesia trágica nenhuma, dentro da realidade quotidiana, mas
apenas uma desgraça que grassa, porquanto gente, ser
humano, precisa ser respeitado, precisa respirar, seja ela ou ele, o ser
humano em voga, o que seja,
pense o que pense, aja como aja! Não importa, deve ser respeitado e o
direito de respirar o mesmo ar dos comandos militares e políticos, caso
contrário serão suscitados tipos como Hitler...
A polícia e política de Boston entrou em ação, ou, tecnicamente, em representação de ação.
Achou dois suspeitos fáceis e indefesos, aparentemente; a saber : dois meninos de
20 e 26 anos, e de pronto tratou de fuzilá-los impiedosamente, sem
julgamento, patíbulo ou teatro legal descrito em procedimentos nos
códigos procedimentais do Direito do Estado, cujo escopo é o de alimentar juízes, promotores de justiça e advogados
glutões, gulosos e nédios.
A dupla, quixotesca talvez, dos
quase-adolescentes, não eram
nenhuns cristãos dos tempos de Nero, mas mulçumanos, dos tempos de Obama
e
outros potentados. A indústria midiática e policial, em conjunto u
quadrilha, senão esquadrilha, transformaram-nos em Buchas de canhão! -
para o circo romano, agora na Ágora
americana. Circo americano, ameríndio, de Américo Vespúcio e seu
prepúcio cobrindo a glande. Não seriam os gajos engajados, quiçá, em
algum grupo te terror, assim como o eram os judeus ( para Hitler
judiar) e se jactar de homem judicante, tanto quanto Kant, que foi
homem
judicioso e não oligofrênico (oligofrênico!). Ou o foi?! Bah!
Questiúncula!...
Obama ficou feliz com tanta banana, mas se se vincular banana e a
suposta cor de Obama, então se estará sendo politicamente incorreto e
incorrerá em crime de racismo e outras bobagens, pois os racistas e
outros intolerantes são aqueles que elucubram tais leis contra homens e
os põe em branco e preto, como na África do sul de Mandela. Mandela, que é um
homem tão digno, que dispensa o branco e o preto dos estúpidos que usam a
lei para massacrar e matar impunemente, em nome de Deus ou do estado, ou da lei, do direito... - como sói ocorrer e ocorreu
agora, entre democratas! (Quem tem preconceito racial contra Obama ou qualquer homem é muito
pequeno e insignificante e nem merece citação ou respeito, exceto dos
feitores de leis para escravos da civilização ocidental em cujo topo da
cadeia alimentar está a USA. Gente de barata psicologia e sociologia
para sociopatas.Logos líquidos, em desmanche).
Os belicosos soldados possuídos pelo FBI e outras milícias(?)
legendárias em filmes americanos, entraram em ação ou em polvorosa e,
feito baratas tontas, fora do roteiro do cinema, correram e acorreram de
um lado para outro, atirando em tudo, cegos, mancos e loucos; tontos,
bêbados de doutrinas amargas e infantis até a raiz não-quadrada na
quadra que quebra a água
( hidrólise) e o doce (glicose) nas relações despedaçadas em um átimo de
tempo de bomba atômica de estupidez, ao se acender o estopim(estopim!)que faz ascender aos
céus o fogo dos neurônios falhos, fátuos, procurando culpados entre os mulçumanos, assim
como era no império romano com os cristãos,- e agora e para sempre, amém!
A
história vai e vem sempre se repetindo com o aplauso e aquiescência do povo,
eternos asnos aliviados pela farsa burlesca montada pela polícia desmontada ou montada e outras
políticas dos donos da mentira que, sob os meios de comunicação, se
torna verdade industrializada, mormente quando falam autoridades
infantilizadas em sociólogos, psicólogos, cientistas políticos,
jornalistas e outros seres alienados, vendidos e comprados no mercado da
sobrevivência e das honras e execração, que se rendem aos títulos que
nada mais são que palavrórios frouxos, mendazes.Vanidade! A história é a
história da vergonha humana : a comédia média do homem medíocre.Ocre. A
narrativa monótona da estupidez dos reis em sua prática imposta à força
de armas e dos filósofos em sua práxis frustrada, cujo meio de
convencimento são palavras ininteligíveis e furadas, quais canoas à
deriva. Sem armas de fogo os animais de fábulas não se rendem ao fabulário, mas sim ao bulário, que o matam.
A história é uma representação do tempo real, a realidade; aliás, todo o
processo cognitivo é representação ou tentativa de representação do que
ocorreu no tempo presente que é fugaz e , por isso, não pode ser
captado, senão brevemente, incompletamente e sumariamente num momento
por demais rápido e rico para poder caber nos sentidos limitados e na
mente que não é capaz de captar e reconstruir o momento fugidio nos
átomos e partículas sub-atômicas que fazem o tempo-espaço ou o espaço de
tempo e o tempo em espaço, onde se põe o pé e o corpo se planta.
Energia e matéria em amplexo.
O presente é sempre um rastro de leve do que
passou, deveio. Então o presente, ou seja, o tempo, ou tempo na
realidade, ou tempo real, que é o presente, o tempo-vida,
"tempo-existência", se dá num átimo e é imperceptível na sua maior
parte de eventos rápidos e imediatos que os sentidos não podem captar
senão através da representação, da representação do tempo e do espaço no
tempo em que ocorreu o ato e o fato e não mais no tempo real, vivo,
mas em tempo não presente, não-tempo, mas imaginado como tempo, como
presente, como realidade, o qual se convém imaginar como tempo presente,
ao se abstrair a realidade material e pensar na idealidade intelectual
das abstrações que põe o real no luga do irreal, na operação do ser e
não-ser, pois o presente não está em tempo na
representação do tempo, que, representado, é outro tempo e não aquele
então presente no corpo tempo da representação, ou representado é algo
mental e abstrato,
fora do real, retirado, isolado, insulado da realidade, expelido do
mundo natural, mundo existente, em que vivemos e que nos sustem vivos no
tempo e no espaço criado pelos choques de tempo e espaço, que faz
energia e matéria, alijado na representação como abstração mental,
cerebral, cerebrino, arte do ser humano enquanto ente pensante infenso à
realidade quando se fecha mentalmente dentro de uma realidade fictícia
da lógica, da matemática, da poesia, do direito, da religião, enfim, da
realidade humana que é a idealidade, o inexistente substituindo o
existente, que é o universo; enfim, uma representação do tempo e espaço,
do cosmos, do ser e do não-ser, ficções do homem, tratados pelo mesmo
como realidades, conquanto sejam meras idealidades, fincadas na
racionalidade ambígua e paradoxal, que precisa ser dogmática para
sobreviver ao eixo do real.
O ato de representar o ser é torná-lo o que ele não é : o não-ser, ou seja, colocar o tempo sem espaço( o pretérito) onde somente a imaginação humana ou a concepção intelectual pode chegar : no passado, pois o pretérito nada mais é que por o tempo sem espaço em algo imaginado como tempo, porquanto não há tempo sem espaço, excepto para a idealidade da mente humana, mas nunca para a realidade no universo. O tempo abstraído do espaço é elucubração cerebrina de matemáticos e filósofos cultores do nada, da nadidade, nadificação, meros processos mentais, poéticos. O tempo aonde está o ser é o presente, que só existe por um breve instante a cada instante.
O fato ou ato
em presença do tempo, no tempo presente é algo quase incaptável que
ocorre num espaço e tempo que logo se encerram, antes de qualquer
possibilidade de detalhes dados à sensibilidade, isto é a presença, que
se evola celeremente, restante as emendas da mente e da sensibilidade
que se mescla à imaginação, memória do pouco que se soube do fenômeno,
leitura de algo que se viu no tempo e espaço num tempo e espaço exíguo.
Os sensores humanos ainda nem acordaram para si e nem entre si e o ato
de ler e o fato vislumbrado de relance já ocorreu e se apagou no tempo.
Este o objeto dos objetos da ciência : objeto não captado, nunca
estudado na realidade, mas na idealidade, objeto capturado ou recolhido
parte pela imaginação, memória residual, esquemas da razão, resquícios
da sensibilidade, intuição,etc. : uma miscelânea que torna impossível o
conhecimento, turva a sabedoria.
Toda ciência não é mais que representação, conforme já o sabia Kant e
Shopenhauer e não sabem os atuais cientistas; ou seja, a ciência é uma
pequena e insignificante miséria : um quase nada da realidade e do tempo
que faz ou torneia com as circunstâncias essa realidade ou
naturalidade. A representação é o efeito Shopenhauer, o monstro do
saber, menosprezado pelos que nada sabem, senão palavras vazias e vagas
semiologias contextuais, ou seja, do que é moda.
Essa representação teatralizada no teatro de guerra ou no front urbano
parece verossímil e plausível para o povo incauto que tudo aplaude de
bom grado, mas não é nem sombra torneada da realidade. Sombras de
assombrar as sombras mais tétricas, tenebrosas. É somente a arte da
farsa na guerra urbana.Policiais atirando para todos os lados, nas
janelas, portas, muros, paredes das casas, como se perseguissem o diabo
alado; esquadrões com inúmeros, milhares de policiais
armados até os dentes com possantes metralhadoras, carros, helicópteros e
outros equipamentos bélicos utilizados para procurar a sombra de um
pobre menino escondido, assustado e ferido gravemente dentro de um
barco, indefeso jovem acuado e acusado de ação não provada, mas
suspeita, mas condenada e lançado no rol dos culpados porque é um
mulçumano e não uma pessoa nascida em USA. Que patetas! Que espetáculo
grotesco, canhestro!, de Porcos Triunfantes!
Quando as corporações do estado,
que detêm o monopólio de decidir sobre a vida e a morte do ser humano é
posto em prática, é mister que este tipo de estado seja desmanchado
antes que seja tarde demais e tipos de Hitlers surjam aos montões dos
monturos da democracia, que convida qualquer arrivista a governar , desde
que engane o povo e os meios midiáticos imediatos
E dizer que este país teatral, incompetente teatralmente, cuja sigla é
USA, é quem domina o mundo!...Que vergonha de nós! - Que vergonha de
mim!, de que é humano em nós, coagidos a serví-los debaixo dos
armamentos bélicos e mentiras científicamente comprovadas como verdades
eternas, até onde eles queiram a eternidade!...
Sob
o jugo desses chimpanzés furibundos pavoneando-se em tanques de guerra,
drones, helicópteros apaches...: esses soldados com possessão
demoníaca, cujos demônios são seus senhores eleitos pelo povo ou pelo
dinheiro, que faz a mídia e o céu e a terra e o homem : macho e fêmea
os representou e tirou-os ( furtou-os) da presença de Deus que, desde
então, foi esquecido no tempo que não é mais presença e deixado atrás
no tempo representado em forma de paraíso, aonde está preso sob a
espada do Querubim feroz e onde há ausência de tempo presente ( único
tempo e única realidade do tempo no espaço) e confinado no tempo
pretérito, tempo dos mortos, no Hades, Seol...nos subterrâneos de
Dostoievski e outros visitantes dos submundos, como Dante Alighieri, um
italiano que ri da comédia humana.
O mundo dos homens é uma fábula
de George Orwell, de Kafka...: uma comédia, uma farsa aristofânica! - se
tanto!, senhores bichos de fábulas! : aqui o porco triunfa!, na Quinta
dos Animais.
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domingo, 21 de abril de 2013
sábado, 23 de março de 2013
GLACIAR(GLACIAR!) - wikdicionário wikdicionario
Cassiopeia, minha constelação de amor,
jamais quis, precisei, desejei, amei
qualquer mulher que fosse
- com paixão semelhante
ao sentimento de amor
completo e complexo
que tenho por você
batendo sob o plexo
com nexo ou sem nexo,
com sexo ou sem sexo.
( Claro que quero
bastante sexo,
que a paixão não se aplaca
senão com muito ato de amor!).
Quero beijar você até a alva
perder a cor
na barra da noite
- e a barra da noite
empalidecer
no dilúculo
gotejante de orvalho.
( Valho o orvalho...
Valha-me Deus!,
quanto alho olho!:
molhos de alhos,
vale no vale
ou na vala
que valha a navalha?!).
Com o rocio no cio,
rumorejando o arroio
quero receber e doar
todo o caudal da saliva
passada durante o ósculo
nos oaristos
que encetaremos
mas não terminaremos
nem quando o tempo for nunca,
pois nosso beijo
não achará abrigo no fim
ideado pelo filósofo Aristóteles
ou pelo pintor Klimt,
o qual pintou "O Beijo"
obra de "Art Nouveau"
( Vide o movimento cognominado(?)
de Secessão austríaca ou vienense).
Quem, Cassiopeia, achou um filão
- de amor, de paixão,
- que é nosso caso casado,
ou mesmo apenas
uma pérola de amor
dentro de uma ostra
que nos une
com coração de um
a bater pelo coração do outro
( e de mais ninguém!)
- quem assim achou
tanto amor
dum peito a outro peito
em dum-dum de tambor,
aparta-se da velha solidão,
do velho tempo
perde os andrajos do corpo
que ficou em lixo de células mortas
e fecha-se dentro da ostra
que nos abriga do mundo
iluminado pelo Canis Major.
- E nós achamos o rico filão!,
e a pérola a nos espiar
e escolher de dentro da ostra!,
hermética ao ostracismo
dos ostrogodos do mundo
dos homens bárbaros, godos,
góticos nos pórticos das catedrais medievais
e lá vai séculos,
marcados a passos de pó
no Pórtico e São Benedetto,
comuna na região da Emília-Romanha...
Ah! Se chamasses Simonis del Bardi...
não terias teu nome
como nume na Cassiopeia,
mulher querida no meu coração!
Ah! A pérola para um colar...,
achamo-la nós!,
ó amada minha,
minh'alma partilhada,
ainda sofrendo apartada!,
flor nos meus olhos,
minha vida, luz e coração!
E por causa desta descoberta,
da pérola dentro da ostra,
do veio de amor sem limites,
aspiramos separar-nos do mundo hipócrita
e ter vida nova ( Vita Nuova, Dante Alighheri!)
tal qual fazia o cristão
que amava tanto sua causa
que preferia o martírio
a continuar sem sua fé,
que era sua esperança única
e seu único amor e bem
no mundo sob a luz do Canis Minor
que minora a hora no céu.
( Seria tudo um preanúncio do amor
e da Divina Comédia
que é a vida humana,
senhora minha?!
Outrossim os comunistas
pereceram sob tortura
por uma causa
que não valia a pena
e muito menos a vida
tudo porque o contexto os vestiam
- de vestais!
e neles investiam
um tempo para o mártir
e outro para os que faziam a colheita
dos frutos regados a sangue!,
porque assim é o mundo,
minha doce e pura senhora,
que ainda não é minha,
mas de outro mais feliz
ou infeliz sem seu amor
- que é meu apenas!,
desde o seu berço
no desenhos dos seus olhos
buscando luz nas sombras
que desenhasse minha face
e desdenhasse as demais).
Eu, bela Cassiopeia,
não sei mais viver
sem tocá-la amorosamente todo dia,
sem abraçá-la carinhosamente,
olhar em seus olhos,
amar você perenemente
com imenso respeito...
ouvir sua voz
que adoro...
- até que chegue o dia da sega!
e a lua carregue a foice
do verdugo que ronda a vida.
Até aquele dia fatídico!
Você, Cassiopeia,
é uma constelação suspensa no céu
sobre minha cabeça nua sem chapéu.
- Eu, um demônio caído na terra
( demônio em grego significa sábio,
diz Erasmo de Rotterdan
em "Elogio da Loucura"
a única obra de psiquiatria real
antes de Michel Foucault escrever com maestria
sua "Historie de la Folie",
na qual aborda o poder psiquiátrico
ou a psiquiatria como poder de polícia
e médicos como "policiais de branco"
Obras dessa envergadura intelectual
são ignoradas pelos loucos no poder
secular e regular).
Se algum dia
a Cassiopeia apagar-se no céu
restarei num andarilho
que se arrasta à sombra vinculado
tiritando de frio
- até que a morte por hipotermia
venha e transfigure o nosso cálido amor
- de lava de vulcão apaixonado
em branco glaciar(glaciar!).
( Vamos viver nosso amor, Cassiopeia,
enquanto temos tempo
e não uma Era Glacial
a nos separar eternamente
sob camadas de gelo?
Vamos arrostar o mundo
mesmo sabendo
que seremos mártires do mundo?!...,
pois mesmo se o não fizermos,
não nos amarmos
até as vias de fato
aonde querem chegar os nossos corpos quentes,
ficaremos a mitigar a frustração
olhando para dois olhos
com um amor maior e mais belo que o universo,
mas poderá não ser realizado cabalmente,
como pode e deve ser,
custe o que custar,
doa a quem doer,
pois não haveremos de ser pusilânimes,
cruéis conosco mesmo,
proibindo-nos de viver este amor imenso e puro,
que os outros proibiram
graças a circunstâncias
que não nos favoreceram,
mas favoreceram a eles
que exigem que nos amputemos desta paixão...
Todavia, mesmo se fizermos o que eles querem
impor-nos cruelmente
desrespeitando nossos desejos mais ardentes,
ainda assim
e por isso mesmo
- assistirão com júbilo
nossa morte precoce
que começará pelo sacrifício deste amor puro
- um amor santo
que não conhece a maldade
e tem o poder de realizar maximamente
até o ponto de deixar encontrar rasto de nós
à beira do caminhante
sobre terra ou água
nos pés nus de carmelita descalço
- que será nosso filho
ou nossa filha
que será nosso amor em chama ardente,
que nem as ardentias do mar apagará
- dos pés do caminhante,
que escreverá nas areias da ampulheta
com um pé na alpercata
e outro nu no solo
a nossa história de amor
mais bela que Romeu e Julieta,
ou qualquer outra
que foi ou que há-de vir
empós as nossas auroras juntas,
pois nossa paixão,
na acepção grega do termo,
não será meramente uma história poética
ou científica( Deus nos livre!),
ou filosófica, religiosa, mística...( Deus nos tenha!),
mas sim uma realidade experienciada a dois,
vivida até os ossos
que o levam na morte!
- Nossa paixão,
uma experiência a três com o filho...
a quatro mãos com a neta, tataraneto...
o qual será o caminhante
ainda que sem rumo!,
mas na senda,
porquanto sempre será torto o mundo
que é dos homens e dos direitos
que se arrogam os feudais senhores
donos das almas e espíritos venais
- mas não da barra da alva...,
Cassiopeia minha,
que nessa eles não podem tocar
assim como não hão-de tocar
na sua flor de laranjeira
que lateja já por mim
desde a primeira vez
que seus olhos
deram luz à minha face
deitada no pensamento filosófico,
que era minh'alma errabunda
antes de você ma tomar
com suas legiões de amor
a lançar flechas incendiárias fatais...
Nosso amor sobreviverá
ao que vier :
ele já está escrito
n'alma, no peito, nos olhos,
no corpo inteiro,
- em todo o cosmos!!!
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domingo, 17 de março de 2013
CALÃO(CALÃO!) - dicionário dicionario
Muitas palavras são mal lidas, pois leitor tem insuficiência de leitura
devido ao seu nível cultural e intelectual. O vocábulo "imbecil", por
exemplo, leva o leitor culto a pensar ou imaginar um ser humano que se
apóia no outro para pensar, ou seja, o imbecil é um ser humano que se
apóia no outro para entender alguma coisa, que vive sob doutrina, enfim.
Este o imbecil; isso é o que significa esta palavra : imbecil. Seu
signo em significado, ou seja, seu signo intelectual, abstrato, pois o
signo material é o significante, a palavra escrita ou o conjunto de
signos sem se considerar o significado, segundo o evangelho de Saussure,
um dos maiores mestres, ou melhor, ele está abrigado com mérito na casa
do douto, pois a linguística foi, também, criada por ele.
Quem se apóia em algo ou alguém para andar ou se locomover, "ver", etc., é o cego, o velho doente, enfim, o homem que perdeu ou não tem alguma função dos sentidos ou está gravemente doente ou é um deficiente físico ou, quiçá, mental, sendo que o débil mental se refugia nos remédios ou em outrem que o guia, dirige seus passos, assim como ocorre com a criança e tenra idade.
A enorme maioria dos seres humanos não se emancipam jamais e, portanto, estão condenadas ao rol dos imbecis. São, entrementes, médicos, advogados, garis, escritores, enfim, qualquer pessoa social, pois a persona é uma construção e um construto social, cultural, uma obra da civilização que produz e molda, ao revés dos seres ou entes humanos, que não são produtos sócio-culturais ou econômicos, mas entes livres, constituídos sob as próprias bases : estas são as inteligências naturais, os que nascem inteligentes e continuam assim porque a inteligência inata não pode ser apagada pelas doutrinas sociais e culturais dirigidas aos imbecis ou porque essas doutrinas tem poder de desmanchar ou anular essas inteligência natas ou, ainda, porque a maioria das inteligências naturais tendem a se tornar inteligências artificiais graças às pressões enormes do grupo social ou porque a própria natureza não tem interesse de mantê-las visando a sua perpetuação, porquanto mais inteligente e livre um homem, pior será ele para a comunidade dos homens ( e também melhor) e mais mal e bem espargirá pela comunidade e mais transtornos ocasionará ao planeta errante. Vide ecologistas e outros ingênuos imbecis que porfiam ( fiam!) em vão pelo planeta, animais, plano vegetal e pelo homem imbecil, que pode ficar quedo e mudo e nada fazer senão usar os que os sábios e gênios criam para eles brincarem de carro, avião, navio, televisão e de devassar a terra enquanto planeta ou casa nossa"Cosa Nostra!".
Um imbecil segue doutrina e, portanto, é um animal de rebando, útil aos poderosos príncipes, no dizer de Maquiavel, e pastores, os quais dividem o poder temporal e "espiritual" ou doutrinário. São comandados e agem feito robôs ou zumbis. Um homem livre, por seu turno, é um problema, pois nada o contenta, muito menos os bens materiais que tanto atraem os imbecis, fato esse que cause transtornos terríveis ao rebanho, à grei e seus apriscos e prisões camufladas em trabalho, teses doutrinárias, verdades absolutas ou relativas, ciências que tudo provam, religiões que nada provam, casamentos nati-mortos ou falidos, enfim, uma gama de coisas que incomodam a alma do pobre imbecil que somente sabe e pode viver em grupo, pois sua deficiência e dependência mútua o torna bicho de fábula.
Lendo a Nicomaquéia de Aristóteles observei que a palavra vilão estava no texto do filósofo que, inobstante, não conhecera tal palavra, nem poderia, portanto, grafá-la, vez que é palavra cunhada na idade Média para designar aquele grupo de indivíduos que habitavam uma comunidade tipicamente medieva : a vila. Daí passou a voz para engrossar o glossário. Evidentemente que tradutor vai arguir com erudição porque assim traduziu um texto do estagirita e, obviamente, os imbecis, que nada sabem e, por isso somente podem ouvir ou ler outrem, aplaudirão na platéia. Eles são a "claque"(claque!) de apoio, pois o imbecil se apóia e apóia outro imbecil: ambos morrem de medo do escuro em que vivem. São seres sem luz próprias, planetas mais cegos que os vaga-lumes lucíferos que feriam as trevas nas noites tempestuosas. Eles, os imbecis, precisam da sociedade como o aleijado da muleta ou da cadeira de rodas ( ou do carro, que é uma cadeira de rodas) : essa a essência da comunidade; um rabanho de animais dependentes.
A imbecilidade genérica é mitigada pelos psiquiatras imbecis que salvam todas as demências utilizando-se de uma terminologia científica, ou supostamente científica, a qual denominam pomposamente, como sóia ao imbecil, de "oligofrenia tríade"" para fingir para si e para os outros tolos que é apenas uma doença de alguns do grupo e não de todo o grupo, porquanto esses psiquiatras estão na comunidade dos oligofrênicos e , por isso, precisam se defender, o que corresponde a defender a comunidade de oligofrênicos que eles exploram com tratamentos, terapias e fármacos caros e rentáveis aos seus bolsos. Paupérrimos, patéticos dementes. ( Demente é que está abaixo da mente minimamente intelectualizada; a saber : os portadores de imbecilidade, idiotia, debilidade mental... e os atores(hipócritas inconscientes e inconsistentes) e títeres que que tratam enquanto médicos, psiquiatras, psicólogos, padres, pastores; enfim, a sociedade de auto-ajuda e da "baixa!""ajuda de outrem, que vende livros e empobrece mais o socorrido. O doente ou paciente e o médico, aluno e mestre..., enfim, o imbecil e seu alter ego; esta a realidade da alteridade, sua via de interação no rebanho. Esta alteridade passa pela tradição do bobo e do rei que, atualmente, é o humorista e os espectadores no reino da televisão e das outras mídias eletrônicas ou impressas.
Quando se lê uma palavra é preciso ler com atenção total e pesquisá-la a fundo, dese as origens etimológicas até sua peregrinação pela história ( a história é a casa do vocábulo e tem o nome de filologia ou " amor ao logos"). Nietzsche era um erudito neste sentido, um filólogo, por isso não tropeçava nas palavras. Se se lê sem conhecer as palavras, lê-se outra coisa que não é a voz ( vocábulo) escrito ou se lê um equívoco quando o literato que grafou o glossário não conhece suficientemente a língua e suas origens. Por isso a necessidade essencial do escritor, do poeta, do filósofo, de ser um erudito profundo. Não é qualquer tolo que sabe ou pode escrever e nem mesmo ler. Esse poder e saber é para raras inteligências superiores. Ler e escrever são artes extremamente difíceis e para poucos olhos, poucas penas nas mãos, poucos teclados. É um exercício de sábios e eruditos. Alguns escrevem em verso ou prosa; outros em equações ou notação musical.
Tem gente que é tão imbecil a ponto de achar que o vocábulo imbecil é um xingamento, parte integrante do calão(calão!).
Hesíodo, um genuíno gênio da natureza, dizia com mais profundidade, honestidade, erudição e sabedoria sobre os tipos de homens que existem; a saber:
"Ótimo é aquele de si mesmo conhece todas as coisas;
Bom, o que escuta os conselhos dos homens judiciosos."
Mas o que por si não pensa, nem acolhe a sabedoria alheia,
Esse é, e verdade, um homem inteiramente inútil".
( Os antigos sábios e filósofos escreviam seus tratados doutos em versos a fim de unir o belo e o bem ( a sabedoria e a erudição,
pois sabedoria e erudição ou conhecimento não é a mesma coisa; o saber ou sabedoria vem da contemplação, espanto ou admiração do poeta, do esteta ,que está dentro do cérebro privilegiado do filósofo e o forma com a literatura, que é o primeiro saber, o saber do sentir, do provar a prova com a vida, na língua escrita, falada, cantada e que sente o sabor ; a erudição ou conhecimento é adquirido com a leitura e estudo dos sábios, que são os poetas, filósofos e eruditos clássicos. Assim se forma a tradição)).
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medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científico a medusa de leonardo da vinci pinacoteca museu biografia vida obra do artista renascentista
Quem se apóia em algo ou alguém para andar ou se locomover, "ver", etc., é o cego, o velho doente, enfim, o homem que perdeu ou não tem alguma função dos sentidos ou está gravemente doente ou é um deficiente físico ou, quiçá, mental, sendo que o débil mental se refugia nos remédios ou em outrem que o guia, dirige seus passos, assim como ocorre com a criança e tenra idade.
A enorme maioria dos seres humanos não se emancipam jamais e, portanto, estão condenadas ao rol dos imbecis. São, entrementes, médicos, advogados, garis, escritores, enfim, qualquer pessoa social, pois a persona é uma construção e um construto social, cultural, uma obra da civilização que produz e molda, ao revés dos seres ou entes humanos, que não são produtos sócio-culturais ou econômicos, mas entes livres, constituídos sob as próprias bases : estas são as inteligências naturais, os que nascem inteligentes e continuam assim porque a inteligência inata não pode ser apagada pelas doutrinas sociais e culturais dirigidas aos imbecis ou porque essas doutrinas tem poder de desmanchar ou anular essas inteligência natas ou, ainda, porque a maioria das inteligências naturais tendem a se tornar inteligências artificiais graças às pressões enormes do grupo social ou porque a própria natureza não tem interesse de mantê-las visando a sua perpetuação, porquanto mais inteligente e livre um homem, pior será ele para a comunidade dos homens ( e também melhor) e mais mal e bem espargirá pela comunidade e mais transtornos ocasionará ao planeta errante. Vide ecologistas e outros ingênuos imbecis que porfiam ( fiam!) em vão pelo planeta, animais, plano vegetal e pelo homem imbecil, que pode ficar quedo e mudo e nada fazer senão usar os que os sábios e gênios criam para eles brincarem de carro, avião, navio, televisão e de devassar a terra enquanto planeta ou casa nossa"Cosa Nostra!".
Um imbecil segue doutrina e, portanto, é um animal de rebando, útil aos poderosos príncipes, no dizer de Maquiavel, e pastores, os quais dividem o poder temporal e "espiritual" ou doutrinário. São comandados e agem feito robôs ou zumbis. Um homem livre, por seu turno, é um problema, pois nada o contenta, muito menos os bens materiais que tanto atraem os imbecis, fato esse que cause transtornos terríveis ao rebanho, à grei e seus apriscos e prisões camufladas em trabalho, teses doutrinárias, verdades absolutas ou relativas, ciências que tudo provam, religiões que nada provam, casamentos nati-mortos ou falidos, enfim, uma gama de coisas que incomodam a alma do pobre imbecil que somente sabe e pode viver em grupo, pois sua deficiência e dependência mútua o torna bicho de fábula.
Lendo a Nicomaquéia de Aristóteles observei que a palavra vilão estava no texto do filósofo que, inobstante, não conhecera tal palavra, nem poderia, portanto, grafá-la, vez que é palavra cunhada na idade Média para designar aquele grupo de indivíduos que habitavam uma comunidade tipicamente medieva : a vila. Daí passou a voz para engrossar o glossário. Evidentemente que tradutor vai arguir com erudição porque assim traduziu um texto do estagirita e, obviamente, os imbecis, que nada sabem e, por isso somente podem ouvir ou ler outrem, aplaudirão na platéia. Eles são a "claque"(claque!) de apoio, pois o imbecil se apóia e apóia outro imbecil: ambos morrem de medo do escuro em que vivem. São seres sem luz próprias, planetas mais cegos que os vaga-lumes lucíferos que feriam as trevas nas noites tempestuosas. Eles, os imbecis, precisam da sociedade como o aleijado da muleta ou da cadeira de rodas ( ou do carro, que é uma cadeira de rodas) : essa a essência da comunidade; um rabanho de animais dependentes.
A imbecilidade genérica é mitigada pelos psiquiatras imbecis que salvam todas as demências utilizando-se de uma terminologia científica, ou supostamente científica, a qual denominam pomposamente, como sóia ao imbecil, de "oligofrenia tríade"" para fingir para si e para os outros tolos que é apenas uma doença de alguns do grupo e não de todo o grupo, porquanto esses psiquiatras estão na comunidade dos oligofrênicos e , por isso, precisam se defender, o que corresponde a defender a comunidade de oligofrênicos que eles exploram com tratamentos, terapias e fármacos caros e rentáveis aos seus bolsos. Paupérrimos, patéticos dementes. ( Demente é que está abaixo da mente minimamente intelectualizada; a saber : os portadores de imbecilidade, idiotia, debilidade mental... e os atores(hipócritas inconscientes e inconsistentes) e títeres que que tratam enquanto médicos, psiquiatras, psicólogos, padres, pastores; enfim, a sociedade de auto-ajuda e da "baixa!""ajuda de outrem, que vende livros e empobrece mais o socorrido. O doente ou paciente e o médico, aluno e mestre..., enfim, o imbecil e seu alter ego; esta a realidade da alteridade, sua via de interação no rebanho. Esta alteridade passa pela tradição do bobo e do rei que, atualmente, é o humorista e os espectadores no reino da televisão e das outras mídias eletrônicas ou impressas.
Quando se lê uma palavra é preciso ler com atenção total e pesquisá-la a fundo, dese as origens etimológicas até sua peregrinação pela história ( a história é a casa do vocábulo e tem o nome de filologia ou " amor ao logos"). Nietzsche era um erudito neste sentido, um filólogo, por isso não tropeçava nas palavras. Se se lê sem conhecer as palavras, lê-se outra coisa que não é a voz ( vocábulo) escrito ou se lê um equívoco quando o literato que grafou o glossário não conhece suficientemente a língua e suas origens. Por isso a necessidade essencial do escritor, do poeta, do filósofo, de ser um erudito profundo. Não é qualquer tolo que sabe ou pode escrever e nem mesmo ler. Esse poder e saber é para raras inteligências superiores. Ler e escrever são artes extremamente difíceis e para poucos olhos, poucas penas nas mãos, poucos teclados. É um exercício de sábios e eruditos. Alguns escrevem em verso ou prosa; outros em equações ou notação musical.
Tem gente que é tão imbecil a ponto de achar que o vocábulo imbecil é um xingamento, parte integrante do calão(calão!).
Hesíodo, um genuíno gênio da natureza, dizia com mais profundidade, honestidade, erudição e sabedoria sobre os tipos de homens que existem; a saber:
"Ótimo é aquele de si mesmo conhece todas as coisas;
Bom, o que escuta os conselhos dos homens judiciosos."
Mas o que por si não pensa, nem acolhe a sabedoria alheia,
Esse é, e verdade, um homem inteiramente inútil".
( Os antigos sábios e filósofos escreviam seus tratados doutos em versos a fim de unir o belo e o bem ( a sabedoria e a erudição,
pois sabedoria e erudição ou conhecimento não é a mesma coisa; o saber ou sabedoria vem da contemplação, espanto ou admiração do poeta, do esteta ,que está dentro do cérebro privilegiado do filósofo e o forma com a literatura, que é o primeiro saber, o saber do sentir, do provar a prova com a vida, na língua escrita, falada, cantada e que sente o sabor ; a erudição ou conhecimento é adquirido com a leitura e estudo dos sábios, que são os poetas, filósofos e eruditos clássicos. Assim se forma a tradição)).
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sábado, 9 de março de 2013
TEOGONIA(TEOGONIA!) - etimologia etimo
Quero fugir para a Ilíria("illyricum")
a terra dos homens livres.
( Livres de quê e para quê?!:
para mercar?!
Pestanejar?!
Burilar a nomenclatura botânica...)
Desejo ardentemente
sair desta terra de escravos,
títeres e fantasmas pasmos
em tresloucada diáspora
- fugir dos judeus que judiam de mim
por dentro do coração carmesim
porquanto anseiam deixar o cativeiro
na terra do estrangeiro
e voar ao encontro
de longas asas
de cara na vela do sol
e coroa votada às cefeidas
que ceifam uma vela padrão.
Porém sei que nem lá,
na Ilíria destes tempos em mosaicos
ou em arabescos nababescos,
há mais homens livres
depois desta civilização para escravos
que tomou tudo de roldão
e tornou servo da moeda
ricos e pobres,
mas não nobres
que estes não envilecem por cobre
ouro ou sabre (sabre lá, sabiá?!...
sabe-se lá, sábado, em Sabbath!?...
em bacanais em que tonteais,
em tonterias e outras histerias,
em processo de resiliência, histerese...).
Não há mais Ilíria,
mas hilária pilhéria,
hilário palhaço
a balouçar o incensário
empunhar o missário,
o bestiário...
e fazer mau uso do bestunto
em qualquer assunto
de malmequer, bem-me-quer,
na botânica,
na desbotânica
desbotada em flor e pistilo,
estigma, gineceu, androceu
( O que é seu?!
e o que é meu, meus Deus!?...
dos desesperados!
- ou do desesperado que sou
desde o primeiro céu em hora de aurora
com luz nos olhos de quem olha
e vê o rasgar lucífero das trevas!...).
A flor em seu furor
uterino
é um malmequer.
Malquerença fundada em crença,
desavença
que bota a bota da botânica
na Itália, Gália...
- bem como, ou mal como,
a desbotânica
sem tônica,
catatônica.
aplatônica...
( A botânica bota no objeto
o ser platônico
que se vira
em amor por flor
- uma filosflor (filosoflor!)
a terra dos homens livres.
( Livres de quê e para quê?!:
para mercar?!
Pestanejar?!
Burilar a nomenclatura botânica...)
Desejo ardentemente
sair desta terra de escravos,
títeres e fantasmas pasmos
em tresloucada diáspora
- fugir dos judeus que judiam de mim
por dentro do coração carmesim
porquanto anseiam deixar o cativeiro
na terra do estrangeiro
e voar ao encontro
de longas asas
de cara na vela do sol
e coroa votada às cefeidas
que ceifam uma vela padrão.
Porém sei que nem lá,
na Ilíria destes tempos em mosaicos
ou em arabescos nababescos,
há mais homens livres
depois desta civilização para escravos
que tomou tudo de roldão
e tornou servo da moeda
ricos e pobres,
mas não nobres
que estes não envilecem por cobre
ouro ou sabre (sabre lá, sabiá?!...
sabe-se lá, sábado, em Sabbath!?...
em bacanais em que tonteais,
em tonterias e outras histerias,
em processo de resiliência, histerese...).
Não há mais Ilíria,
mas hilária pilhéria,
hilário palhaço
a balouçar o incensário
empunhar o missário,
o bestiário...
e fazer mau uso do bestunto
em qualquer assunto
de malmequer, bem-me-quer,
na botânica,
na desbotânica
desbotada em flor e pistilo,
estigma, gineceu, androceu
( O que é seu?!
e o que é meu, meus Deus!?...
dos desesperados!
- ou do desesperado que sou
desde o primeiro céu em hora de aurora
com luz nos olhos de quem olha
e vê o rasgar lucífero das trevas!...).
A flor em seu furor
uterino
é um malmequer.
Malquerença fundada em crença,
desavença
que bota a bota da botânica
na Itália, Gália...
- bem como, ou mal como,
a desbotânica
sem tônica,
catatônica.
aplatônica...
( A botânica bota no objeto
o ser platônico
que se vira
em amor por flor
- uma filosflor (filosoflor!)
a filosoflorar
com filosofia inacabada
ou alterada pela terra
que agarra a raiz
e molha com molho
o molho do filos,
da família, do gênero, da espécie-Darwin,
da cosmomonia, cosmonomia, cosmogonia,
com filosofia inacabada
ou alterada pela terra
que agarra a raiz
e molha com molho
o molho do filos,
da família, do gênero, da espécie-Darwin,
da cosmomonia, cosmonomia, cosmogonia,
teogonia(teogonia!)...
que mia no gato,
guincha no rato,
se adequa no pato
em grasnido para corvo,
grunhe no corpo porco...
enfim, chega!).
Quem bem-me-quer
mal não me quer.
E há quem nem me quer
- por certo
e por perto.
E é certo ( ou errado?)
que perto às vezes
é longe demais
mesmo se não segregais
e ainda que "segredais"
ou estais a secretar hormônios
em oaristos,
"ma belle".
lquiria Odin valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde verque mia no gato,
guincha no rato,
se adequa no pato
em grasnido para corvo,
grunhe no corpo porco...
enfim, chega!).
Quem bem-me-quer
mal não me quer.
E há quem nem me quer
- por certo
e por perto.
E é certo ( ou errado?)
que perto às vezes
é longe demais
mesmo se não segregais
e ainda que "segredais"
ou estais a secretar hormônios
em oaristos,
"ma belle".
marcel duchamp mulher subindo escadas marcel duchamp mulher escadas pintor obra pictorica artista biografia obra vida
medusa de bernini canova dicionario filosofico filosófico juridico jurídico dicionário enciclopédico enciclopedico enciclopédia delta barsa enciclopedia delta barsa dicionario etimológico etimologico etimo etimologia onomastico dicionário onomástico verbete glossário verbete glossario léxico lexico lexicografia vida obra biografia pinacoteca arte medusa gorgona górgona mito mitologia grega mito terminologia cientifica terminologia científica dicionário científ
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
VIOLINISTA AZUL CELESTE(VIOLINISTA AZUL CELESTE) - glossário glossario
Sou o violinista azul
esfarrapado de azul
perdidamente apaixonado pela Medusa,
o violinista azul celeste
que veste este corpo
leste-oeste, à este
doutra tese douta
e douda na borboleta amarela.
Violinista do azul
- de um azul sem sul
que ama a musa
medusa
musa minha
( E a medusa que me não induza
a vestir a blusa
que não usa
a musa russa
- ursa na maior altura
- à altura do céu
e da altivez
da vez do fruto de vez
useiro e vezeiro
do azul do sul
em sumo de céu anilado
e aniquilado
pelo gasto e gosto de anil
a mil milhas do milharal
e do milhafre
em afresco do vento
que não venta
na venta e nos foles
do porto morto
sem horto e horta
e aorta...
impassível ex-ser
empós as auroras
e negras horas
tecidas com rocio
sobre ruminadas paixões
em serões nos casarões
musicados nos violões
com baixo teor de contrabaixo
em violoncelo no ocelo da mosca morta
e da moça torta
levando a morta
ao necrófilo....
anã marrom classe y
na manha da manhã
raposa velha...)
Sou eu o violinista verde
esverdeado pela ruminação
que toma rumo
nos bovinos do meu coração
vermelho-flamengo,
flamejante flamengo
flamingo ao domingo
servido em dança flamenga
- sapateada, sapateado,
cheio, cheia de paixão fatalista, fática,
- paixão espanhola-árabe,
povos passionais ao extremo :
paixão tão cheia que chia no plenilúnio
amarelo no olho para amar arte de amarelo
alelo ao gene
e um ou outro novilúnio branco
que luta com nuvem alva
e contra a estrela D'alba
antes D'alva
na barra branca,
alva como se pastasse alma
na verdade verde alga,
algo bizarro
em jarro grego
ânfora
roda de moda e modo
- em modo de combate
embate de vate
que late
em latim
e castelhano
lhano
lhama ( "lhama glama")
ruminante a ruminar
dentre outros camelídeos...
Sou o violoncelista
e o oboísta
que quer tocar
a medusa
difusa
pelos pelos dos meus dois olhos
- negros pedaços da noite
devassando a mulher
dentro da noite
da alma pintada por Joan Miró,
aquele arlequim
com fogo de serafim
- tipo o que queima em mim
seraficamente.
Será fim
ou enfim
o infinito
no amor finito
no infinitivo
do verbo
em verborréia
prosopopéia
européia
abelha...
sem telha
para a teia da noite
tecer
e descer
ao abismo
do mel
e do favo
avo
avoengo
avoado
a voar
no ar
sobre mar
sub amar
que é maior
que mar
e oceano
que não ouço
daqui no ouvido
em olvido de mar
mas não de amar
até passar o céu
lua e estrelas
Sou o violinista azul
que Chagal pintou
numa hora de amor
que tinha que ganhar
vida eterna
enquanto for eterno
o terno amor
entre eu e a Medusa
que me lambe como os olhos
e me transmuta em penha
que o mar lambe
na sua ação
de amar
- que mar também ama,
sabe a mar
e amar
Amar a mulher amada,
amarga górgona,
é sina de homem
e sino a bimbalhar
endechas em responsos
aos tristes Alphonsus
que somos "sumus"
em suma teologia
em agonia de teogonia,
teologia, ufania e epifania.
( Querem mais
animais
divinos
forjados por Nietzsche
em sua fornalha de sanidade
e santidade anti-cristã.
Anti-Cristina?!...
ou tão-somente
anti-cretina...
querendo creatina e creatinina...
santidade incanonizável)
O amor, bela medusa,
é como o sol
que não pode deixar de incidir
sobre a planta
que espera seu olho luminoso, caloroso,
a tocar com carinho
o verde violino verde
que é o coração
do violinista verde
- que sou eu!
Se não há sol
não há canto de clorofila
nas cordas vocais do violinista verde
e então a paixão definha
até o fim
quando o sol
não incide em seus olhos
e de seus olhos
salta para os olhos sequiosos de luz
do violinista verde.
Se há muita incidência solar
cresta a planta
do jardim de dentro das Hespérides
que somos e sabemos esperar ser
para ver e crer
com São Tomé das Letras.
Se já não nos amamos
porque o amor está interdito
por outra paixão toda-poderosa
que nos toma todo
então nem nos sonhos
nos vemos mais.
O olhar, que é sol,
que rutila de dentro para fora
se apaga
mesmo no mundo onírico
- tão rico
e tão livre!
Senhor Deus dos enamorados!,
por que o amor
é este tirano,
o déspota que nos domina
na luta contra o tempo
e o império absoluto da paixão
que luta renhida luta,
mas não vê luto
sob o véu negro
das trevas a fazer balouçar os olhos negros
que se procuram em quatro olhos
que se acham em dois olhos
e se queimam seraficamente?!
Quero me queimar
feito um pai seráfico
em seu amor, medusa bela,
- no cadinho da paixão
que leio em seus olhos negros
- negros de doer!
e de fazer doer
a noite em borrasca...
- Borrasca que desmanche
o manche da caravela
que não seja a cara dela
nem o Canal da Mancha
ou a Mancha dos manchegos
que não macula o mundo maculado
do Cão Maior suspenso no céu
em noturno de Chopin ao piano.
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sábado, 26 de janeiro de 2013
CANTARES(CANATRES!) - dicionario wikdicionario lexico
O pensamento com perspectiva filosofante
não passa de um ceticismo teórico,
mas a vida
não se reduz à razão,
pois esse reducionismo empobrece
a relação humana
que é mais rica
que o Quietismo.
A filosofia enquanto crítica acerba
do conhecimento teórico
não permite que o pensamento
chegue ao ponto de fé
ou ao ponto de orvalho
face de areia
lavada pelos olhos
do outro que chora.
A fé, que é a vida,
que é a esperança,
que salva,
que é o amor,
que é a caridade,
na acepção latina de "caritas" :
amor divino,
a fé e a razão
têm que ser equalizada
na equação
que cabe na física e na matemática
em linguagens poéticas para-glaciares,
sem a libido,
mas não no homem
e na mulher,
onde cabe o amor,
que na paixão vem destroçar
- o coração irrequieto.
A filosofia moderna
livre até no conhecimento,
e do próprio conhecimento liberta,
insurreta, sempre amotinada,
iconoclasta(iconoclasta!),
indiferente à limitação que representa a ciência,
mera encenação para gente limitada
que não tem cérebro para ato filosófico,
sabe que o conhecimento científico,
ou da razão ("Scientia rationis")
se restringe ao teorético,
e, portanto, não contamina a prática
do homem comum
nem a práxis do sábio,
pois o fazer
casa-se com o saber
que é pura fé,
vida, amor, caridade...,
porquanto a sabedoria
é inata, ingênita,
viva na inteligência viva da criança
e morta nos adultos amortecidos,
embotados, estapafúrdios, basbaques...
Quando eu era um filósofo epicúreo
olhava com tamanho desdém,
abrangia com um olhar irônico,
sobranceiro e eivado de indiferença
todos os seres humanos.
Hoje fico a cismar
se não foi pelo meu antigo desprezo
pela torpe humanidade
que me apaixonei de verdade
e,à primeira vista me encantei,
desmensuradamente
ao deparar com a medusa
subindo as escadas
que eu então descia
e o desdém aliado à sua beleza
evocou-me o meu ar escarninho de antanho
como o escárnio
apegado à minha inteligência livre e natural,
tirada ao gênio da natureza,
- ao gênio nas crianças!
Será que quando vi a medusa
o que amei foi o epicureu em mim,
observando-o nela refletido
como se fora um Narciso
em forma feminina?!
Ah! o amor!
A paixão, pacto com fogo,
esta lava
que lava a face,
a face de areia
em banho na clepsidra,
com a água da clepsidra,
que apaga a areia
e cava a face
como se fosse uma fauce(fauce!)
ou uma cova
antes da cova a final.
Vinca-a, ao andar sobre a areia,
o tempo, este filósofo epicurista,
aqui escriba.
As faces dela e minha
na areia da ampulheta
contadas em tempo
são fauces
e foices da morte
que sega.
Quando a vi
subindo a escada
toda tesa
em sua beleza exuberante
fiquei embevecido, extasiado!
Só depois do choque tremendo
é que me ocorreu
que eu era assim
um deus epicúreo
com todo o direito
de desprezar o mundo
dos homens vis
e das mulheres venais
que valem os seus míseros reais,
mas não valem uma flor-de-lis,
nem um miosótis pequenino :
- gente abortada,
sem beleza e destituída de inteligência,
sem dignidade nem honra,
decrépitos, insolentes, levianos,
ineptos para o amor,
inermes vermes...
Vi-a e só então recordei-me,
caí em mim de maduro,
- que eu sou assim
igual a ela,
não similar nem semelhante,
mas igual a ela na equação,
seja no odor que exala da carne
e dos cabelos negros
ou no que mais possa ser
a quatro olhos negros na noite.
Somos um ser ( em dois!) assim
- sem perfumes, nem disfarces, nem ciúmes...
simples, porém não simplórios,
capazes de desprezar o mundo inteiro,
mas a nos amar
até a eternidade passar
e escrever o saltério e os cantares(canatares!)
dessa paixão de vulcão em erupção
nos céus, em rolos de pergaminho,
e na terra, onde nasce o papiro,
epicúrea medusa!
( Excerto dos "Apócrifos da Medusa" e do livro "Os Cantos Sobranceiros do Jardim de um Deus Epicúreo")
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
MACROCOSMOS(MACROCOSMOS!) - glossario etimo lexico
Em menino, as moças,
mormente minha prima distante,
Maria Helena,
era uma anã marrom da classe "y",
conquanto não fosse ela de baixa estatura
e crescesse em vanidade.
Não obstante, desprezava-a eu
por me parecer volúvel
e apaixonar-se frequentemente
por rapazes feios e imbecis.
( Como se o mundo contivesse
um contingente melhor de gente!
o mundo no zoológico social
é mais ou menos assim
(uma comédia dantesca,
se não a "Commedia dell'Arte" ) :
Adultos boçais, burlescos,
velhos caindo de ridículos
e tantas populações de idiotas
- horripilantes anti-deuses gregos,
anti-heróis da tragédia,
- do poema trágico
que é o canto da vida
em pura poesia
de sublime esteta,
do poeta trágico
dissecando a anatomia da morte
no ser humano vivo
- o herói, o deus apaixonado!
Que este é o homem,
"Ecce Homo"!
e não o cômico pateta,
"patético", histriônico,
fantasiada com capa e máscara
a velar sua mendacidade,
sua miséria de corpo presente
e espírito ausente.
( Vê-se que comecei a observar os papalvos
ainda em tenra idade).
Aquela Helena desvalida, inane,
que não era de Tróia,
nem valia (avalia!...)
uma guerra de Tróia,
( dos meus ciúmes infantis?!)
fez-me ver as mulheres
com maus-olhos
ou com tapa-olho para pirata
no curso de um lapso de tempo tampão.
Olhar temporão, extemporâneo...
Depois conheci algumas mulheres
nebulosas e frias, álgidas
como ( não como!) a Nebulosa do Bumerangue
que não chega a rasgar as trevas
do céu em noturno de Chopin ao piano.
Arquitetei algumas mulheres
dentro de minha aldeia mental,
a aldeia congelada em minha imaginação,
para onde podia fugir,
um escapismo do mundo cão :
- Canis Major e Canis Minor
no céu que é um bando de anum
e noite de morcego cego,
coruja no coruchéu
e mocho no campanário
da igreja de Santa Maria Novella,
onde imaginei um organista virtuose
que escrevera um opúsculo obscuro,
"quase"-apócrifo, "meio"-canônico,
tudo em ficção de interlúdio.
Das mulheres arquitetadas por mim,
talhadas por Fídias e Pigmalião,
pintadas por Modigliani e Picasso,
que adoravam pintar
e amar mulheres azuis-Picasso
e de um furta-cor-Modigliani,
- dessas belas senhoras
uma empreendeu uma fuga da minha aldeia,
atravessou o fosso que a separava do mundo
e veio parar na Medusa de Bernini,
mas logo que me viu
ganhou vida,
saiu, fugiu da prisão do mármore,
que prendia-a à estátua,
e de mulher de pedra,
qual é a maioria,
maioris ou não maoris,
os maiorais nativos da Nova Zelândia.
Depois da fuga
ela pôs víboras
em suas madeixas negras,
a fim de se defender
da maioria em assembléia,
a maioria não-maori,
- e tomou conta de minha alma,
graças à sua virtude,
graças, Medusa bela,
à sua fortaleza de caráter!
( Eu que não sou nenhum pastor,
mas o pastor apaixonado sou!...).
Ela nasceu dentro de mim,
na aldeia abandonada à imaginação do arquiteto
e engenheiro de estruturas poéticas,
- nutriu-se do líquido amniótico
do meu sonho,
que gestou uma mulher,
depois fugiu num veleiro brigue,
com vento à bolina,
cresceu e multiplicou-se
em duas filhas
e agora que a encontrei
quero por-me dentro dela
- num filho,
que serei eu, dentro dela,
em parte e pacto de sangue com ela.
Eterna aliança.
Um menino...
- que serei eu dentro
e fora da sereia,
dentre os dentes
do microcosmos e macrocosmos(macrocosmos!).
Em menino...
( Excerto do livro "O Opúsculo do Organista Imaginário da Capela Gótica de Sainte-Chapelle")
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